O DKW por Jorge Luiz de Carvalho

É sabido que brasileiro é apaixonado por carro e para mim sempre foi uma coisa deslumbrante desde o primeiro carro que meu pai teve que foi um Hillman Minx 1949 quando eu tinha 3 anos, e que no ano seguinte deixou a família, até a Vemaguet 1963, comprada em 1964 e que pertence a família Carvalho até hoje.
Era um agregador familiar na medida em todos os finais de semana saímos meu pai, minha avó, o irmão dela com sua esposa, quer eram meus padrinhos e eu para passeios pelas horríveis estradas do Rio de Janeiro nos passeios que hoje chamamos de bate-e-volta. Visitávamos Petrópolis, Terezopolis, Friburgo, Ponta Negra, Maricá, São Lourenço, Águas de Raposo, Cordeiro, Bom Jardim, Miguel Pereira, Vassouras, e outras pequenas cidades das redondezas.
Meu aniversário de 13 anos foi comemorado na praça de São José dos Ferreiros, no meio do caminho - de terra - entre Miguel Pereira e Vassouras. Festa na praça da cidade onde as comidas vinhas das panelas que minha avó prepara às vésperas do passeio e a bebida foi comprada por meu pai na vendinha da cidade para todas as crianças que quiseram cantar parabéns para mim.
O DKW foi também um agregador familiar quando eu, já saindo da adolescência vivencio um acidente em que o carro foi totalmente destruído e depois montado, peça por peça, por meu pai, meu padrinho e eu, na garagem de casa, num trabalho de equipe muito intenso e agradável. Carroceria e algumas peças novas compradas em 1970 na Cota Veículos, em outubro de 1970 sai da linha de montagem da "fábrica" em Maria da Graça, Rio de Janeiro, uma Vemaguet 1970, hibrida de anos e com a cor Cinza Kilimanjaro, da Willys.
Década de 80, essa mesma Vemaguet é a inspiração para as primeiras palavras do meu filho que ficava falando "bibiía, pai!" que depois eu descobri que queria de dizer bateria e tinha o sentido de fazer o carro funcionar pois com o mesmo ficava parado muito tempo, a bibiía arriava. E ele adorava o barulho do popopo. Tanto que ficava horas segurando na barra do parachoque imitando o barulho, até que sua fralda caía e ele entrava em casa.
Década de 90 o DKW Vemaguet 1970 serve de plataforma para o estreitamento das minha relações com meu filho que entra na adolescência e começa a ver que o pai nem sempre tem razão e que ele pode mais do que simplesmente ver eu fazer coisas; ele também tem como fazer. Torna-se engenheiro como o pai, viaja o mundo como o pai e, espero, algum dia, tenha um DKW nos seus belonguins para alegria de nova geração do porvir.

Jorge Luiz de Carvalho
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